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J. C. Fantin

segunda-feira, 6 de julho de 2015

[DEMO] Vazio

Miniconto - Pequeno Infinito

Caminhamos o dia inteiro. O destino importava tanto quanto o tempo que levaria para chegar. Não dávamos a mínima. Ela era tão forte quanto eu, tão resistente quanto todos os meus músculos, com o destino tão insignificante quanto eu. Mas não importava, ela era minha filha.

Paramos para descansar na beira da estrada deserta. Sentei-me numa rocha e, como sempre, ela sentou-se perto de mim. Eu a acariciei assim que vi seu rosto, sem poder me desculpar, sem poder contá-la a verdade.

Por mais que eu não conhecesse o meu pai e só visse a minha mãe enquanto ela não estivesse com algum cliente em um quarto fechado, eu nasci sem precisar ter chorado ou pelo menos vivido, coisas que não me recordo exatamente se agradeço ou desprezo. Minha vida sempre veio a troco de várias e tudo começou com um vazio. Eu não sentia meu sangue ou minha carne, minha alma ou minha razão, mas eu queria ter certeza se todos os outros também eram assim por dentro. Primeiro, minha mãe. Ela não era tão vazia quanto eu pensava, suas vísceras caíam para fora dela e cada célula tinha mais vivacidade que meu próprio ser. Depois dela, procurei no último homem que a encontrou. Depois, o penúltimo. Eu tinha uma boa memória e consegui descobrir a localização de todos, um por um, até chegar o dia em que essa lista de clientes acabou.

Não parei de procurar o vazio. Crianças, idosos, freiras, vagabundos, damas de classe e ladrões furtivos: nenhum era vazio. Eu colocava minhas mãos em orifícios, arrancava os dentes e o coração, bebia o sangue, brincava com seus ossos e vomitava quando dava vontade...

Quer ler o resto do conto?


(Φ_Φ)(◕‿◕✿)
J. C. Fantin
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2 comentários :

  1. Ichi-san7 de julho de 2015 às 13:39

    gostei Juliano! não sabia desse lados seu!

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  2. Dija8 de julho de 2015 às 02:47

    Interessante. Esse aí já dá pano pra uma série inteira. Gostei!

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