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J. C. Fantin

terça-feira, 1 de setembro de 2015

[DEMO] Saturno

Conto Fantástico - Pequeno Infinito
Eu olhei para a minha esposa no banco de passageiro ao meu lado, olhos inexpressivos contra outros olhos inexpressivos. Eu, segurando a direção e o freio de mão, sentia-me frio e absolutamente parado assim como o carro estava, com todas as luzes apagadas e estacionado no topo daquela descida. Deixei meus dedos descansarem sobre os dela na alavanca que daria a partida e abaixei. O carro lentamente acelerou naquela escuridão em ponto morto, passando cruzamento após cruzamento, meus suspiros se misturando com os dela, o carro apagado como qualquer fogueira em nossos corações. Passamos um sinal vermelho, dois, três. E outro, e outro. Sem buzinas ou ruídos, gritos ou gemidos, nosso veículo descia livre, reto, um planeta em uma órbita constante e sem curvas. As luzes dos postes passavam acima de nós, cada vez mais rápido, juntamente com eventuais faróis que apareciam aos lados, vindos de outros carros confusos.

Mais uma vez chegamos ao fim, ainda de mãos dadas, olhando um para a cara do outro para termos certeza que estávamos vivos. Freamos e paramos no acostamento.


Ela recostou o banco e olhou para o topo do para-brisa, enxergando as estrelas: “Eu gostaria de ser grande, como a lua. Ou melhor, como Saturno.” Mais uma vez não entendi nem as palavras e nem as lágrimas e voltamos para casa. Tentaríamos novamente no dia seguinte...

Quer ler o resto do conto?



《≡^o^》
J. C. Fantin
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Um comentário :

  1. jholl28 de março de 2016 às 08:32

    Por mais que eu leia, não consigo interpreta-lo. Mesmo assim, a forma que você escreve é incrivel!

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