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J. C. Fantin

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

[DEMO] Lar Encantado

Miniconto - Pequeno Infinito
“Os dias são belos. As noites, inseguras”, disse minha mãe no primeiro dia em que saí do ovo. Por causa disso, eu sempre observei com curiosidade os olhos que nos observavam sempre quando estava prestes a dormir. Entretanto, eu não tinha medo, meu lar era encantado.

Quando o sol nos cobria com seu calor, chamávamos tudo de “coisas do dia”. A areia da praia, a água salgada do oceano, os peixinhos que comíamos no café da manhã, o manto azul sereno que chamávamos de “céu”. Tudo tão perfeito, deliciosamente seguro e bonito que todos do meu bando se enchiam de felicidade quando o sol pairava no limite do mar. Nessa hora mágica, todos mergulhavam e brincavam nas pedras, os adultos procuravam a rocha mais bonita da praia para presentear suas amadas donzelas e papais e mamães ensinavam a seus filhos como andar e deslizar como um verdadeiro de nós. Mas, quando a grande estrela reluzente despencava de sua alvorada, surgia a perigosa e desagradável penumbra da noite. “Na escuridão”, continuava minha mãe com os ensinamentos, “todos os perigos aparecem e nos perseguem com suas garras e dentes”.

Além das terríveis raposas e odiosos lagartos, também apareciam os esquisitos furões e os piores de todos, os cães. A água às vezes ficava doente com seu nojento óleo negro e na terra, pequenos objetos sem vida de plástico deixavam nossos filhotes engasgados. Nossos pais nos protegiam, às vezes se sacrificavam, para que nosso sangue e carne não fossem devorados por tantos predadores e ninhadas de coisas más. Mas, como eu bem sabia, eu era curioso e nosso lar era encantado.

Finalmente, quando consegui escapar dos olhos dos meus pais em um crepúsculo cinzento, andei alguns passos perigosos para fora das tocas. Olhei na grama do além da praia e vi a mais bela flor amarela que meus olhos jamais testemunharam. Fitei as árvores e delas os passarinhos inofensivos debandavam em batidas de asas que lhes permitiam voar. “Poxa”, pensei eu, “eu gostaria que minhas asinhas pudessem voar também”. E eis que, no meu deslumbre da vida desconhecida, no auge da minha distração, surgiu de trás das moitas uma grande raposa...

Quer ler o resto do conto?

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J. C. Fantin
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