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J. C. Fantin

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

[DEMO] a Grande Mensagem

Conto Fantástico - Pequeno Infinito

Era uma quinta-feira completamente normal. Ensolarada, com alguns algodões de nuvens no céu, um calor confortavelmente leviano e uma brisa suave. Os pombos da cidade grande alegremente anunciavam suas melodias e cagavam em tudo. As crianças brincavam no parque, uns jovens jogavam Pokémon GO na avenida, idosinhos viúvos não faziam absolutamente nada sentados em seus bancos. Em um lado, uma mãe conversava nervosa com um rapaz trabalhador, reclamando do perigo que os adolescentes corriam ao jogar joguinhos eletrônicos no meio das ruas. No outro, um cara sentado embaixo de uma árvore discutia com o celular. Um esquilo roubou a noz de um garotinho ranhento distraído que observava uma abelha e uma senhorinha juntou o cocô de seu poddle com uma sacola.

Um carro buzinou. Uma sirene de polícia era ouvida ao longe. Um grito de excitação foi ouvido de um caçador que acabou de capturar um Vulpix. O garotinho ranhento se distraiu com uma trilha de formigas e o esquilo esperto roubou outra noz.

Uma quinta-feira como outra qualquer. Era, até o momento que sirenes mais altas começaram a passar nas ruas. Depois as vans da SWAT, os caminhões com soldados e os carros do FBI, cinco estrelas no GTA, siglas pra todos os cantos. Todos ali chegando logo antes de uma sombra gigantesca se formar vinda do espaço. E, da escuridão que aos poucos era revelada ao entrar em contato com a luz, a nave colossal apareceu, pousou em meio à praça a qual perfeitamente cabia e abriu a escotilha.

Os tanques de guerra prepararam seus tiros, policiais assustados arregalavam os olhos, agentes irritados documentavam em seus walkie-talkies, mães e pais recolhiam suas crianças, velhos nem estavam entendendo nada, o esquilo seguiu roubando as nozes do garotinho ranhento. A escotilha brilhou em várias cores.

Dela, um ser apareceu. Todas as câmeras das TVs sensacionalistas focaram suas imagens para ver a criatura de um metro e oitenta, membros inferiores nem muito longos nem muito curtos, braços também nem muito longos nem muito curtos, dedos, traje espacial e capacete. Era exatamente igual a um humano. Era, na verdade, um humano.

Ele chegou mais perto dos agentes secretos a passos tontos, protegeu os olhos da forte luz solar, suspirou e pronunciou suas primeiras palavras daquele contato, com a voz distorcida por causa do capacete: “Em que ano estou?”

O agente, se sentindo orgulhoso das inúmeras entrevistas que daria no futuro por causa daquele momento, respondeu.

“Ah, então deu certo”, disse o viajante limpando o suor da testa. “Sabe, essa máquina do tempo tem um problema.”

O agente perguntou o que era.

“Ela volta no tempo”, respondeu o homem misterioso, “mas ela continua no mesmo lugar de onde eu iniciei a viagem. Os planetas e as galáxias se movem, sabe? Demorei noventa e cinco horas e três minutos para chegar aqui. Nunca pensei que achar a minha própria casa seria tão difícil.”

Silêncio. Todas as pessoas e câmeras olhavam fixamente para ele, inclusive o garotinho ranhento. O esquilo já estava com a sua sétima noz.

“Ah, claro!”, continuou. “Venho de um futuro distante para trazer uma mensagem importante a vocês.”

Os microfones e ouvidos escutavam atentamente. Aquele era um momento que entraria para a história mundial, as pessoas fariam memes daquilo por toda a internet, os espertinhos fariam montagens e escreveriam textos para tentar provar que era tudo Illuminati, cientistas ficariam famosos por seus estudos, desenvolvedores saberiam exatamente onde colocar um Mewtwo. O esquilo entraria no Guinness como o mais genial de todos os ladrões de nozes ou o garotinho ranhento como o mais burro do mundo.

“Por favor, fale sua mensagem!”, o agente pediu.

Momentos de extrema tensão sobre os observadores. O misterioso homem do futuro finalmente abriu a boca e pronunciou claramente:

“A minha mensagem é: COMAM PÃO.”

O viajante mostrou o dedo do meio para todos, voltou correndo para a nave e desapareceu nos céus.

Era uma quinta-feira normal.


∞


Centenas de anos depois.

Em um laboratório tecnológico acoplado a uma colina verde, o aclamado inventor quase careca, baixinho e estiloso, caminhou para dentro de sua oficina para mais um trabalho que estaria prestes a testar. E foi então que, de trás de um tanque de produtos químicos bem posicionado, um homem misterioso apareceu. O inventor quase careca se assustou e tentou reagir mas, no último momento, o invasor sacou um revólver e atirou na perna do pobre dono do laboratório, fazendo-o cair no chão.

“Quem é você!?”, perguntou, gemendo de dor, o baleado.

“Está pronto para testar sua grandiosa invenção, Doutor? A SUA MÁQUINA DO TEMPO!?”, gritou o invasor. “Eu sei qual é o seu plano! Você planeja voltar no tempo para garantir seu legado de destruição e dominância sobre esse planeta! E achou que nada iria pará-lo, não é mesmo!? Pois eu estou aqui para dizer o contrário, o tempo em que estamos jamais existirá novamente, pois EU VOU ALTERÁ-LO!”

O invasor correu em direção à escotilha, mostrou o dedo do meio ao inventor e entrou na gigantesca nave que seria o portal para a sua viagem...

Quer ler o resto do conto?

凸(¬◡¬)凸
J. C. Fantin
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