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J. C. Fantin

sábado, 3 de junho de 2017

[DEMO] Lente

Miniconto - Pequeno Infinito

O ponto desfocado no mar negro estático. Ele cai para frente, para trás, para cima, para baixo, para lugar nenhum, para todas as direções ao mesmo tempo, aos mesmos tempos, a tempo nenhum. Uma esfera desfocada feita de pedras, água, sangue, carbono e adubo. As ondas que rasgam a pele de um mar revolto, as fibras de uma árvore feita de unhas, o raio de um poste de plasma vindo do chão e do céu, ao mesmo tempo, em todos os tempos ou nenhum.

O sangue verde das mucosas moluscas, o sangue negro das rochas liquefeitas, o sangue branco das cascatas, o sangue azul de nervos e veias sem vida, o sangue. Às vezes sólido, às vezes líquido, às vezes nem mesmo sangue, em todos os tempos, ao mesmo tempo, em tempo nenhum.

O couro invisível dos vidros das janelas dos orifícios das casas dos terrenos dos campos dos continentes da pele do mundo, o reflexo nela estampado: as nuvens, o sol, as estrelas, o reflexo do reflexo do reflexo, o buraco negro, o infinito, o alcançável, o inalcançável, o que se alcança antes do tempo, o tempo de agora, o tempo um pouco antes, tudo ao mesmo tempo, em tempo nenhum...

Quer ler o resto do conto?

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J. C. Fantin
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