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J. C. Fantin

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

[DEMO] a Carta Retornada

Miniconto - Pequeno Infinito

Prometi que um dia escreveria para minha mãe. Antes de se despedir alguns meses atrás, passou-me exatamente o endereço onde estaria, disse que eu poderia escrever algo para mandar por correio e que isso a deixaria muito feliz. Já estava longe há tempo o suficiente para a saudade não me permitir sequer dormir tranquilamente sem pensar nos bons e simples momentos que nos divertiam até então. Tanto foi que eu precisei escrever a carta.



Comecei com um “Querida mãe” e terminei com um “Aguardo seu retorno para casa. Com muito amor, seu filhinho.” Embrulhei as três páginas de rabiscos carinhosos, gravei o endereço de destinatário com ansiedade e lambi o selo. Guardei o envelope na grande caixa amarela e deixei minhas preces para serem entregues pela mágica dos carteiros.


Não demorou muito. Pouquíssimos dias depois, uma carta chega à minha caixa de correio, seguindo o remetente. Era exatamente o que eu havia enviado, sem nenhuma gravura a mais, sem mensagem alguma dos carteiros, sem qualquer vestígio de que sequer alguém a abriu. Devia ter errado alguma coisa. Conferi o destinatário: correto. O selo: inegável. O envelope: nada de errado. Houve algum engano. Levei novamente para entrega e agjuardei.


Pela segunda vez, a carta retornou. Eu não estava entendendo e não queria que ela esperasse mais, de jeito nenhum. Abri e troquei tudo: o envelope, o selo, reescrevi o destinatário, o remetente. Mandei para a entrega de novo. A mesma coisa aconteceu. Perdi a paciência. Fui direto para a agência reclamar.


“Está tudo certo, desconheço qualquer motivo para não terem entregado”, o atendente disse. “Irei mandar entregar de uma forma prioritária e com um selo especial, assim é impossível que não chegue ao destino”, concluiu. Feliz da vida, voltei para casa e aguardei ansiosamente, dessa vez não tinha como dar errado.

E, mais uma vez, me enganei...


Quer ler o resto do conto?


(´•_•`)
J. C. Fantin
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