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J. C. Fantin

domingo, 15 de janeiro de 2017

Os elementos primordiais de Corellà

Golbepédia - Jornada em Corellà
Começarei hoje uma série de postagens nesse blog focando-se no grandioso universo de Jornada em Corellà. Serão postagens não muito grandes e informativas, focadas em ampliar o conhecimento do leitor sobre o universo de Corellà e/ou sobre os livros em geral, atualizadas sempre que necessário para fornecer uma leitura mais entendível sobre o assunto.

Lembrando que qualquer SPOILER será informado previamente em cada texto. Muitas coisas que serão faladas não apareceram nos livros passados e nem aparecerão nos livros futuros (pelo menos não diretamente), mas fazem parte fundamental do enredo e do background do universo, portando, essas leituras serão sempre um bom complemento para quem quer entender mais sobre a mecânica e os acontecimentos da Jornada. Lembre-se: Todas as coisas que acontecem em Corellà, por mais bizarras que sejam, possuem uma explicação, mesmo que também bizarra.

Sem mais introduções, vamos à leitura:

CONTÉM SPOILERS?: Não
ÚLTIMA ATUALIZAÇÃO: Janeiro / 2017
TIPO DE ANÁLISE: Científica
Essa é a primeira parte da Golbepédia, que falará sobre os Elementos Primordiais, que nada mais são do que os seis elementos que, em uma mistura caótica, deram origem ao plano dimensional de Corellà em si há 36 bilhões de anos atrás. 

A Geratriz de Corellà


Os Seis Elementos Primordiais são, explicitamente falando, tudo o que constitui o plano dimensional de Corellà. Existem inúmeros outros elementos, mas todos eles, pelo que se saiba, estão em outros planos dimensionais. Os seis elementos, em suas formas absolutas e objetificadas, chamadas assim de Relíquias, formaram a Geratriz e Corellà há um pouco mais de 36 bilhões de anos atrás, e esta deu origem a todos os eixos dimensionais que existem hoje e os que não existem mais. O processo de criação natural da estrutura de Corellà será explicado em Golbepédias futuras.

Os Elementos Primordiais são tão importantes no estudo científico que estão presentes no brasão da ACII. Observe acima do escudo as esferas com o símbolo de cada elemento:

Cada elemento pode ser independente, mas nenhum deles pode agir sem que esteja diretamente relacionado a outro. É como um copo de água: a água e o copo podem existir de forma independente, mas só serão um copo de água se a água estiver contida dentro do copo.

Lembrando que NENHUM dos elementos são totalmente compreendidos. Isso porque a existência, de tão complexa que é, jamais poderá ser entendida por meros humanos.

Vamos falar sobre cada um desses elementos separadamente:

Matéria

"Me faça uma xícara de chá, mundo. Oh, eu esqueci, ela existe desde o princípio."
— Gaspar Godolin, químico e astrólogo narfazare

A matéria é, certamente, o elemento mais perceptível entre todos os outros. Constitui-se por tudo o que ocupa espaço e possui — ou não — massa de repouso. É o elemento que forma os átomos, e deles moléculas. O vácuo, mesmo não sendo exatamente algo palpável, possui matéria: esta que está, nesse caso, sem valor algum.

A matéria sozinha é apenas um objeto sem ação nenhuma. Portanto, é diretamente dependente dos outros elementos para "funcionar". Mesmo interagindo consigo mesma (como no caso de uma reação química), ainda é o elemento mais básico porque precisa de todas as interações possíveis para tomar alguma forma ou manter o equilíbrio elemental de um eixo dimensional. E, além disso, é um elemento que varia de comportamento dependendo do eixo dimensional onde está: exatamente por causa da variação dos outros elementos sobre ele em universos diferentes. Por exemplo, em um universo um objeto específico pode ter uma cor, enquanto em outro terá uma cor totalmente diferente — isso por causa de uma minúscula variação elemental no novo universo.

Em uma pintura, a matéria seria a tinta: é o material básico utilizado para dar forma ao desenho.

Física

"Caia, levante, ande, gire, morra: isso depende apenas de onde você está."
— Ahram Pisgott, inventor e físico pandenteco

É um elemento onipresente em um eixo dimensional, sendo extremamente variável dependendo de qual universo ele se encontra. Nada mais é do que as populares Leis da Física: gravidade, mecânica, atração, magnetismo, etc.

É muito relacionada à matéria e à energia e é facilmente manipulável pela submatéria, mas NÃO diretamente pela inteligência ou o tempo. Sendo assim, é um dos elementos mais caóticos de todos: a atração entre dois objetos, por exemplo, pode ser manipulada empurrando (energia) um objeto (matéria) para longe do outro, mas essa relação jamais será diretamente alterada apenas pelo tempo.

Além disso, é a física que define a existência (ou não existência) de uma propriedade de um eixo dimensional. Em outras palavras, se a matéria pode ser "criada", "destruída" ou se ela é "apenas transformada", depende inteiramente das leis da física daquele universo.

Filosoficamente falando, a física é o que dá ordem e naturalidade a um universo. Sem ela, tudo seria destruído instantaneamente, sem chance de existir por não possuir nenhuma propriedade que encaixe algo naquele eixo.

Em uma pintura, a física é o que faz a tinta grudar na tela para permanecer estática.

Tempo

"Nada é estático. Se você fosse, não poderia estar aqui."
— Provérbio da meditação washurica

O tempo é, sem sombra de dúvida, o elemento mais indispensável para o andamento de qualquer universo. É exatamente o que dá origem, meio e fim a qualquer coisa.

A característica mais única do tempo, no caso de Corellà, é que ele é constante em todos os eixos dimensionais. Isso é uma particularidade do plano dimensional: o tempo passa exatamente na mesma velocidade em todos os universos paralelos, sem exceção. Entretanto, o tempo em algum espaço pode ser levemente manipulado pela submatéria e até mesmo pela física em alguns casos: como está diretamente relacionado com todos os outros elementos, também pode ser distorcido pelos mesmos. Um físico etherniano já previa isso: seu nome era Albert Einstein.

Em uma pintura, o tempo iria permitir que ela fosse pintada, observada e, por fim, se deteriorasse até não existir mais.

Inteligência

"Tudo o que pensa sobre as coisas que não pensam merece ser pensado."
— Klahandir Shproulr, filósofo chromate

Esse é o elemento mais humanamente incompreensível entre todos os outros. Também chamado de Lógica, esse elemento constitui todo e qualquer padrão, ordem, ou criatividade. Sendo mais associados aos humanos em si, é o elemento mais independente, pois não precisa estar ancorado a nenhum dos outros elementos para que os mesmos tenham efeito no universo. No entanto, é o que dá um passo importante a qualquer associação de valores ou conceitos.

Usaremos, para melhor entendimento, o casco de um caracol. Por que ele é formado como uma espiral? A resposta está em um pensamento do etherniano Charles Darwin: aqueles caracóis cujo casco cresceu dessa forma harmônica se adaptaram melhor na natureza, assim se reproduzindo mais e mantendo a espécie, ao longo de milhares de anos. Entretanto, se a Lógica for aplicada nesse caso, não seria necessário depender da seleção natural entrar em vigor, nem mesmo aguardar os milhares de anos: bastaria alguém (ou algo) pensar nessa possibilidade que todo o processo seria pulado.

A Lógica, além disso, é o que tira a "ordem natural" das coisas, e o primeiro exemplo disso foram os próprios seres humanos.

Em uma pintura, a inteligência é, obviamente, a mente que teve a ideia para pintar o quadro.

Submatéria

"Você é o que a sua alma diz que é, e vice-versa."
— Jakuho Yamostell, mestre washuri e rei de Pandentooth

O nome mais conhecido para esse elemento é Alma. Está em inúmeros objetos, espécies e, principalmente, em todos os seres humanos. É o que fornece propriedades especiais a qualquer um dos outros elementos — entretanto, é sempre sobreposta à matéria, por isso possui o nome científico de submatéria. É a alma que faz os humanos terem seus poderes especiais (chamados "foco de alma") e os deixa imunes a inúmeros eventos e efeitos físicos de diferentes eixos dimensionais.

Há uma Golbepédia explicando como submatéria funciona no corpo de um ser humano. Clique aqui para acessar.

A submatéria pode se replicar, mas necessita de energia para ter um valor e de inteligência para ter algum efeito conveniente.

O mais importante de tudo é que a submatéria não é sentida pelos humanos de Etherna, pois no universo da Terra não há a energia necessária para que ela tenha algum efeito na matéria. Entretanto, basta um ser humano sair de Etherna para que sua alma passe a agir.

Em uma pintura, a submatéria seria o efeito que a imagem dá a um pensador ou nela mesma.

Energia 

"Tenha energia que você terá todo o resto que precisa."
— Paradox Elvegon, o gênio, fundador da ACII

Energia é, restritamente falando, o que dá ação à matéria, física, submatéria, inteligência e até mesmo ao tempo. É o elemento mais dependente dos outros e um dos mais importantes. Sem energia não há movimento, ação, reação, força ou dinâmica.

A energia dificilmente é criada: normalmente é transformada por alguma reação vinda da matéria, da submatéria ou da física. É preciosa, e foi o motivo de inúmeros desentendimentos e até mesmo guerras entre seres humanos.

Em uma pintura, a energia foi aquilo o que foi usado para pintá-la: os movimentos da mão do pintor.

Existem outros elementos?

Em Corellà, nunca foi documentado o descobrimento de outros elementos primordiais. Porém, há inúmeras teorias de que os seres humanos descontam inúmeros mistérios que levariam ao descobrimento de outros elementos.

Em outras palavras, imagine uma pessoa que nasceu cega. Esta pessoa não tem noção do que é uma imagem e sequer possui a noção do que é uma cor. Assim sendo, os seres humanos poderiam estar a mercê de alguma dimensão ou sentido que ainda não perceberam, mas que diretamente afeta suas vidas.

Para concluir, todos os seres humanos estão relacionados aos elementos primordiais. São meramente o fruto da mistura de tantos efeitos e conceitos que o formaram e, milhões de anos depois de terem surgido, ainda estudam aquilo que os originou. Nas próximas Golbepédias, será explicado como esses elementos interferem na vida dos humanos e como surgiram.


Leia Jornada em Corellà e entre nessa aventura!
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J. C. Fantin
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2 comentários :

  1. Francis16 de janeiro de 2017 às 20:02

    Gostei da divisão (a analogia da pintura principalmente), estou ansioso por mais capítulos da Globédia.
    PS.: Seria o símbolo do tempo uma inspiração da notação musical?

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    Respostas
    1. J. C. Fantin17 de janeiro de 2017 às 11:21

      Obrigado pela avaliação!
      E sobre o símbolo do tempo, eu realmente não sei. Faz muito tempo que eu desenhei esses símbolos, desde quando eu comecei a pensar na história dos livros, então eu não me lembro. Mas acho que é algo a ver com o ponteiro de um relógio.

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