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J. C. Fantin

domingo, 9 de julho de 2017

[GRÁTIS] Lua Amada

Miniconto - Pequeno Infinito - Texto poético

Sei algumas coisas sobre ela, a Lua. Sei que ela é brilhante, noturna, solitária, misteriosa, a coisa mais bonita e vislumbrante do céu escuro e sem vida. E já ouvi falar bastante sobre ela também, principalmente que ela é distante. Tão distante, mas tão distante, que é inalcançável. Por mais que você pule, não conseguirá tocá-la. Por mais que você ache que está perto, na verdade está vendo apenas um grande reflexo na água. Por mais que você a ame, ela não responde. Por mais que você a elogie, ela não acredita. E por mais que você a persiga, ela jamais chegará até você.

Isso é o que dizem, o que observamos ou o que muitos querem que seja verdade. Mas eu sou um astronauta. Estou construindo foguetes, bem grandes para eu caber lá dentro. Lanço um, lanço outro, mas nenhum se afasta o bastante do chão. São experiências fracassadas, tentativas frustradas, pulos baixos que mal deixam o solo. Mas fracasso não é o mesmo que uma desistência, por isso persisto.

Persistirei até meus dedos de inventor doerem, até meus braços sangrarem, até minha mente não aguentar devido à fadiga, até cair. E, se cair, esperarei um pouquinho, me desculparei comigo mesmo,  perdoarei, levantarei e construirei mais foguetes. Porque eu sei que, mesmo que minhas tentativas explodam em pleno ar, se desmanchem em decolagem ou nem mesmo deem sinal de sair dali, eu terei aprendido com cada uma delas. E, quando tiver aprendido o bastante, decolarei para longe, bem longe, para aquela luz que me cega em meio à escuridão. Pisarei lá, abraçarei, darei um beijo de satisfação e desenharei um coração bem grande. Finalmente terei chegado lá e por isso estarei feliz. Não porque ela é brilhante, noturna, solitária, misteriosa, a coisa mais bonita e vislumbrante do céu escuro e sem vida, mas sim porque, mesmo se eu voltar e ficar longe mais uma vez, saberei construir mais foguetes. E também porque ela finalmente me amará de volta.

Quer ler mais contos como esse?

:)
J. C. Fantin
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