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J. C. Fantin

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

[DEMO] Fogo e gelo

Conto Fantástico - Pequeno Infinito

Acordei cedo para começar os trabalhos. Ainda tinha várias páginas do doutorado para revisar e mais outras inúmeras para elaborar, portanto não poderia me dar ao luxo de desperdiçar aquele final de semana com descansos. Era muito cedo, olheiras rodeavam meus olhos e ruídos de sonhos esquecidos cochichavam em meus ouvidos. Minhas pernas mostravam-se cansadas, bocejos enchiam meus pulmões de vez em quando. Preparar papeladas e fazer pesquisas exigiriam concentração. Meu cansaço certamente seria um obstáculo. Não apenas para o meu trabalho perfeccionista, mas também para as minhas próprias tarefas domésticas. Mesmo assim, não tinha tempo a perder.

Meu apartamento estava abafado, mas deixei as janelas fechadas. Liguei meu velho ar-condicionado para resfriar bastante o ambiente, coloquei meus livros na mesa, liguei o gás para cozinhar algo, preparei a cafeteira. O sol mal havia mostrado seu rosto entre as colinas da serra de Caxias do Sul.

Escrevi textos cheios em detalhes, li cada palavra dos livros com cuidado. Aquilo seria meu futuro, minha porta de entrada para fazer história em um dos campos mais desejados e estudados da época: a física termodinâmica. Mais especificamente, a pesquisa sobre a temperatura, o calor e a sua contraparte, o frio. Para mim, eram coisas fascinantes, pois os humanos, na verdade qualquer ser vivo, só sobrevivem dentro de um intervalo tênue. Um pouco mais quente e não há vida, assim como com o frio. Era um estudo que eu não poderia atrasar nem deixar em segundo plano, como uma motivação da vida em si. O mundo era feito de fogo e gelo, circundando e penetrando as tantas camadas de terra e tecidos, derretendo, derrotando e manipulando com sua força onipresente. Nada ficaria no caminho da temperatura, que transcende tanto o vácuo quanto o centro de um planeta. Ela persegue qualquer coisa incansavelmente, invisível, mas extremamente poderosa: uma divindade do caos e do silêncio, da vida e da morte.

Abri os olhos babando em cima das anotações, deitado com a cabeça em cima delas. Como eu pensei, o sono me consumiu, me atrapalhando. Pelo menos o ambiente não estava mais abafado, nem quente, nem frio. Eu estava mais disposto do que antes, também. Olhei para o relógio, mas ele estava desligado. Tentei acender as luzes, mas elas não funcionavam...

Quer ler o resto do conto?

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J. C. Fantin
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