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J. C. Fantin

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

[DEMO] Girassol

Miniconto - Pequeno Infinito - Texto poético

A menina estava perdida em meio a um grande jardim de girassóis.

Ela andava de um lado para o outro, pouco vendo o horizonte por causa das inúmeras flores amarelas que estavam em todo lugar. Algumas eram mais altas que ela, outras pequenas como seus pezinhos, mas todas eram coloridas e vibrantes, vivas, felizes como nada no mundo. Pareciam coisas imóveis como quase todas as plantas daquele vale, mas não eram. Lentamente, todas se moviam o tempo todo, com o único propósito de ficarem voltadas para o grandioso e brilhante sol em meio ao céu claro da tarde. A menina tentou imitá-las encarando o sol, mas não conseguia direito, ele era forte demais.

Pegou um enorme girassol e o usou como guarda-sol para se proteger dos raios de sol em meio ao vale coberto pelo sol.

Se seguisse os olhares dos girassóis, chegaria até sol?

Ele era tão desejado. Era o sol, querido por todo girassol. Se um girassol tivesse o sol, se tornaria mais girassol do que o girassol normal que olhava para o sol? E se ele se tornasse mais sol do que o próprio sol, sendo girassol? E se os girassóis virassem menos girassóis por não terem mais o sol?

A menina queria ser sol.

Mas, para isso, queria que um girassol olhasse para ela como para o sol. Nenhum olhava, nem os grandes nem os pequenos, nenhum girassol.

Ela caminhou por todo o vale. Escalou para cima dos montes e correu morro abaixo até o rio, querendo ser amiga de cada girassol, querendo a atenção deles. Conheceu cada um, brincando, dançando, tomando chá de mentirinha. Não adiantava. Conforme o sol corria no céu, os girassóis acompanhavam com os olhos invisíveis. O sol era adorado por cada girassol, enquanto a menina não era adorada por nada.

Saltitou pelo campo, rolou por toda a grama, contou pétalas amarelas, acariciou folhinhas, juntou sementes para plantar, deu nomes para os bonitos e os feios. Mesmo assim sentia-se como se não existisse em meio aos girassóis. Por fim, se cansou, parou e simplesmente observou tudo em volta: o campo feito de girassol, as colinas do vale e o sol. Ele aos poucos descia, descia, seu poder aos poucos desaparecendo, seu rosto sumindo entre as nuvens e as copas das árvores.

Quer ler o resto do conto?


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J. C. Fantin
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